Administração do Hospital Divino Espírito Santo admite que pressão sobre a Consulta Externa continua a crescer

Os números falam por si. De Janeiro a Julho deste ano, a Consulta Externa do Hospital do Divino Espírito santo de Ponta Delgada (HDES) realizou 98.533 consultas médicas, 11.826 consultas não médicas (que continuam a aumentar pelo quinto ano consecutivo), e 19.344 consultas de enfermagem (o maior valor dos últimos 5 anos).
Na sua habitual nota à imprensa, a Administração do HDES admite que a pressão crescente sobre a Consulta Externa percebe-se bem pelo quadro da origem dos pedidos de marcação. No dia 31 de Julho havia 8.505 pedidos de consulta que eram externos ao HDES, e 6.504 oriundos do HDES, o que representa um total de 15 mil pedidos de consulta num só mês, cerca de mais  2 mil que no mês anterior. Desses pedidos, foram marcadas 5.097 consultas, um valor que é superior ao mês anterior”.
Já o número de consultas telefónicas no HDES continuou a baixar no mês de Julho, representando nos primeiros sete meses do ano um valor inferior a metade do registado em 2021, e de um terço do valor de 2020, constituindo neste momento 4,6% do total das consultas médicas.
Os Actos Médicos Sem Doente, onde se incluem os testes Covid no interior do HDES, segundo a mesma fonte, também registam uma gradual redução em relação ao ano de 2021.
Na mesma nota é referido que “os resultados das consultas médicas foram afectados pelo elevado número de faltas por parte dos utentes, que neste período atingiu as 16.765 faltas, muito influenciado pelos picos da crise pandémica dos primeiros meses do ano. Claramente foi neste período que a pandemia teve o seu maior impacto na ilha de São Miguel. Por outro lado, apenas 299 consultas foram devidas a falta de médico.
A lista de espera (consultas sem marcação) continua a revelar tendência de subida, fortemente influenciada pelas marcações externas ao hospital, como é destacado no documento.
“Importa para nós, serviços de saúde, perceber se tal se deve ao retorno gradual da actividade assistencial em sede de cuidados de saúde primários, e/ou se ao facto de estarmos perante referenciação para especialidade hospitalar de situações clínicas “descompensadas” pelos “confinamentos” desta pandemia”.
Mais, refere: “Já alertamos, repetidamente, que é expectável um impacto negativo pela suspensão realizada de muitos cuidados que se prestavam até à Pandemia. Podemos estar a assistir aos primeiros sinais desse impacto, neste indicador. Um fenómeno que estudaremos em breve”, garante a administração daquela unidade hospitalar na mesma nota.        

N.C.

 

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Autor: CA

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