Fábricas vão comprar atum bonito a 1.30 euros o quilo e valor da conservação nos entrepostos baixou

 As fábricas assumiram o compromisso de comprar o atum bonito a 1.30 euros o quilo, perante a decisão do Governo dos Açores de reduzirem a zero a partir dos 90 dias de conservação do pescado a partir do dia da sua entrada no entreposto do pescado.
Os armadores estavam a defender um aumento do preço do quilo do atum bonito de 120 para 1.30 euros, mas as fábricas opuseram-se, inicialmente, a este aumento. E, por falta de acordo, foi o Governo dos Açores que mediou as negociações e estabeleceu reduções para os preços de conservação do atum nos entrepostos frigoríficos desde que o atum bonito passasse para 1.30 euros o quilo, o que foi aceite pelos compradores.
Com efeitos a 1 de agosto do presente ano, o regime prevê uma isenção total do preço de conservação nos 90 dias, inclusive, seguintes à entrada no entreposto do pescado e isenções de 75% entre o 91.º e o 119.º dia; 50% entre o 120.º e o 149.º dia, e 25% entre o 150.º e o 180 dia seguintes à entrada no entreposto do pescado.
Gualberto Rita afirmou a Antena 1 Açores que o valor da conservação do pescado nos entrepostos frigoríficos dos Açores é dos mais caros e apelou ao governo para rever esta situação.
Porque a quota do atum patudo já está esgotada, apesar de a espécie ainda estar em grandes cardumes nos mares dos Açores, a medida de redução do preço da conversação não se aplica à espécie.
O Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Gualberto Rita, defendeu, a propósito, à Antena 1 Açores, um aumento de capturas de patudo nos mares da Região, dada selectividade na pesca com salto e vara. Gualberto Rita criticou, a propósito, os defensores da sustentabilidade da Pesca na União Europeia que, depois, aplicam as mesmas medidas a um atuneiro cercador que, num só lance, pesca toda a quota do atum patudo atribuída aos Açores e Madeira; e as duas regiões autónomas que pescam o atum um a um com um método de pesca extremamente selectivo.
A medida governamental aplica-se às capturas de espécies de tunídeos no mar dos Açores, desembarcadas até ao final do presente ano, por embarcações licenciadas para a safra 2022 nos Açores.
Este novo regime justifica-se, segundo a Secretaria Regional do Mar e das Pescas, “considerando a instabilidade dos mercados resultante da agressão militar da Rússia contra a Ucrânia, com impacto nos operadores do sector da pesca e da aquicultura na União” e “atento o reflexo nas relações comerciais relativas à pescaria do atum, que aconselham a um ajuste temporário nos encargos com a armazenagem dos tunídeos, relativos à faina de 2022”.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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