José Manuel Bolieiro anunciou na inauguração da Escola das Capelas

Cinco mil alunos vão ter este ano manuais digitais gratuitos nos Açores

 Na cerimónia de inauguração, o Presidente do Conselho Executivo da Escola Básica Integrada de Capelas, Mariano Rego, referiu que foi “um dia muito aguardado por todos nós. Foram quatro anos e quatro meses, provavelmente a intervenção escolar mais longa da Região e infelizmente uma das mais curtas em orçamento.”
“Desde há muito que a comunidade educativa de Capelas aguardava pela construção de uma nova escola. As instalações, que agora foram ampliadas e requalificadas, já tinham quase quatro décadas. Era urgente intervir,” declarou o Presidente do Conselho Executivo da EBI Capelas.
Na ocasião, Mariano Rego afirmou que “não foi a intervenção que inicialmente ambicionávamos e que justamente merecíamos. Foram muitos anos de espera, de sacrifícios, frustrações e até mesmo de desânimo, agravados por uma pandemia que dificultou ainda mais o trabalho, a aprendizagem de todos aqueles que fazem desta escola o seu segundo lar.”
Aproveitou, ainda, para salientar “a resiliência, entrega e total colaboração de todos que ao longo destes últimos anos contribuíram, em condições muitas vezes pouco propícias, para que a EBI Capelas continuasse a desempenhar o seu papel: ser uma instituição de ensino, formação cada vez mais activa no desenvolvimento de toda a população da costa norte do concelho de Ponta Delgada.”
Mariano Rego reconheceu com satisfação que a escola está “renovada, mais ampla e mais acolhedora”, dotada de “47 salas de aula, onde se incluem três laboratórios e duas oficinas apetrechados com novo mobiliário, com condições térmicas acústicas e de salubridade que permitem um certo afoito para que se possa desenvolver um trabalho de maior qualidade em prol dos nossos alunos.”
Destacou, também, “a aposta em áreas de circulação, a criação de novos espaços, a moderna e ampla biblioteca e a construção de áreas específicas para um núcleo de educação especial, permitindo a deslocação da recente unidade de autismo aqui para a escola sete.”
Apesar de se reconhecer as excelentes condições de trabalho que a EBI Capelas tem no momento, o Presidente do Conselho Executivo considerou que “há que continuar a olhar para a nossa escola, pois há ainda espaços e valências que necessitam de melhoramentos” tais como a “intervenção que é urgente realizar no piso dos campos de jogos no exterior.” 
Aproveitou a ocasião para fazer “um apelo ao Sr. Presidente do Governo Regional, para que na sua intervenção nos presenteie com a garantia de que a colocação de um piso sintético nos campos de jogos será uma realidade” bem como para “salientar e agradecer o esforço da actual Secretaria da Educação, em particular à Senhora Secretária Regional, Dra. Sofia Ribeiro, que em colaboração com a Direcção Regional das Obras Públicas, contribuiu para o melhoramento do projecto inicial, nomeadamente e entre outros, na ampliação da cozinha, permitindo assim a confecção de refeições escolares para toda a unidade orgânica; a intervenção no auditório, as vedações nos campos de jogos; a aposta em tecnologias digitais com a colocação de painéis interactivos em todas as salas de aula, estando assim mais bem preparada para a implementação dos manuais digitais.”
Mariano Rego terminou o seu discurso salientando que “a Escola Básica Integrada de Capelas como instituição fundamental na educação das oito freguesias por si abrangidas e também do concelho de Ponta Delgada”, a qual“irá continuar empenhada na sua missão de educar, de formar, de certificar e desenvolver competências nas crianças e jovens desta comunidade educativa.”

Campos de jogos vão ter piso 
sintético, prometeu Bolieiro

Por seu turno, o Presidente do Governo, José Manuel Bolieiro lembrou “o sacrifício que foi nestes últimos anos, cumprir com especial denodo, motivação e responsabilidade a função de ensinar, porque as condições eram todas nada correspondentes com as exigências da modernidade, a exigência da qualificação, a exigência da excelência no corpo docente, de todos os agentes de acção educativa para servir bem esta comunidade educativa do lado norte da cidade e concelho de Ponta Delgada. São oito freguesias, são muitas famílias.”
Para o governante, “a Vila das Capelas é, de facto, uma sede fundamental (…) um espaço significativo no contexto da ilha de São Miguel e dos Açores”, que “merecia, ao longo destes últimos anos, ter tido outra atenção e outra prioridade.”
O Presidente do Executivo Regional acedeu ao desafio proposto por Mariano Rego, firmando o compromisso perante testemunhas: “fica, pois, a minha proposta favorável ao desafio que o Sr. Presidente (do Conselho Executivo) me deixou aqui”, garantindo que o Governo dos Açores continuará “a melhorar esta escola e a garantir as boas condições para o ensino.”Assim sendo, José Manuel Bolieiro acrescentou que iriam “trabalhar agora a componente financeira necessária para o efeito, os modelos de contratação pública, mas realizaremos logo que for possível e bem, para bem servir esta escola e esta comunidade.”
O Presidente do Governo Regional serviu-se da cerimónia de inauguração para realçar que se sente “congratulado quando a Sra. Secretária Regional da Educação e dos Assuntos Culturais confirma que temos preenchidas 99% das necessidades, quer na docência, quer nos agentes de acção educativa.”
Na ocasião, José Manuel Bolieiro referiu que, por um lado, “a demografia da população estudante está a diminuir; por outro lado, nós contrariamos essa diminuição para garantir melhores condições de ensino com a oferta de mais docentes e com a diminuição de turmas. Estamos a falar de menos 90 turmas nos Açores, mais 40 docentes na oferta da docência no nosso sistema educativo regional e menos cerca de 700 alunos. Isso permitir-nos-á aproximar a relação entre professores e alunos, e com isso estamos a garantir uma boa promoção do sucesso educativo. Mas, é também um período em que sinalizamos e concretizamos uma equidade na acessibilidade aos instrumentos de ensino e de aprendizagem para todas as nossas crianças e jovens dos Açores no nosso sistema educativo. Iniciámos a desmaterialização dos manuais do quinto e oitavos anos. Estes são aqueles anos em que, no nosso processo educativo para o ensino superior, há mudança de manuais. Por isso, através da digitalização ou com o acesso aos tablets, no caso dos alunos do quinto ano, ou o acesso ao computador portátil, no caso dos alunos do oitavo ano, asseguramos equidade absoluta ao acesso de cinco mil alunos a esse material gratuito de aprendizagem.”
Terminando a sua intervenção, o Chefe do Governo açoriano afirmou estar “firme nesse empenhamento de desmaterialização e de digitalização do ensino, potenciador da equidade, da democratização, da inclusão, do sucesso educativo. Mas, acrescentamos, ainda, um outro conteúdo pedagógico essencial (…) o do ensino e promoção do pensamento computacional. O ano lectivo anterior foi um ano piloto, de referência.” 
                               Carlota Pimentel

Print
Autor: CA

Categorias: Regional

Tags:

Theme picker