Em 2020 a taxa de mortalidade infantil no país foi de 2,4% e nos Açores atingiu os 4,8%

 O Governo dos Açores revelou ontem em nota de imprensa que, na Região, “temos uma tendência de envelhecimento da população superior à média nacional. Entre 2011 e 2021 a população jovem, nos Açores, diminuiu 16,85%, enquanto a população idosa aumentou 14,15%.
Segundo os números relevados oficialmente, a taxa de natalidade diminuiu 8,7% e a taxa de mortalidade aumentou 10,1%, no mesmo período, nos Açores.
Em 2020, enquanto a taxa de mortalidade infantil, a nível nacional, foi de 2,4%, nos Açores foi de 4,8%. Ao contrário da tendência nacional de aumento da natalidade (entre 2014 e 2019 subiu de 82.367 para 86.579), conforme ocorreu, também, na Região Autónoma da Madeira, com aumento de 1.739 para 1.891 nascimentos. Nos Açores, a natalidade diminuiu de 2.316 para 2.131. A esperança média de vida, em 2019, na Tegião, era de 77,87, enquanto na Madeira era de 78,36 e a média nacional era de 80,93.
Ainda com dados de 2019, o consumo de tabaco a nível nacional representava 16,8%, nos Açores era de 23,4%, a obesidade infantil era de 12,0% no país e de 18% na Região, o excesso de peso infantil nos Açores correspondia a 35,9%, quando a média de Portugal era de 29,6%.
Outras informações, segundo o Governo dos Açores, “sinalizam preocupação, como a circunstância da população adulta nos Açores com excesso de peso ter aumentado 2%, em apenas cinco anos, de 2014 para 2019, ou a constatação do aumento de 16,3% para 25,6% da população com hipertensão arterial de 2006 para 2019”.
Estas estatísticas foram reveladas pelo Governo dos Açores na sequência das informações do Ministério da Saúde de que houve um aumento da mortalidade nos Açores, a partir de 2020, de 10,80%, superado pela região de Lisboa e Vale do Tejo (12,3%), enquanto o aumento na Madeira foi de 6,10%.
Até 7 de Setembro e 2022, a mortalidade aumentou nos Açores na ordem dos 20,60%.
 O Governo revela que o aumento da mortalidade nos Açores integra uma tendência nacional que tem de ser avaliada, de modo a perceber os factores que a determinam.
Em relação ao aumento da mortalidade até 7 de Setembro na ordem dos 20,60%, o Executivo açoriano esclarece que “os dados a obter no final de ano serão, certamente, mais esclarecedores, até porque a estatística oficial, nesta matéria, é anunciada anualmente. E a estatística publicada até 2020, revela que em anos anteriores a mortalidade é, tendencialmente, mais elevada no primeiro semestre do ano”.  
A avaliação do número e causas de óbitos “não é, assim, matéria que possa merecer uma avaliação imediata e superficial, mas matéria sensível e complexa que exige o tratamento e a avaliação que está a ser desenvolvida”, refere o Governo.

Orientação “para reforçar
Cuidados Primários de Saúde”

Considera o Executivo açoriano que a orientação para “o reforço dos cuidados primários de proximidade, apostando na prevenção, é decisiva para melhores resultados em Saúde, o que só se alcança a médio e longo prazo. No fundo, hoje estamos a pagar o desinvestimento feito na área da Saúde nas últimas décadas nos Açores”.
Acrescenta que “tem feito um esforço para a contratação de profissionais de saúde e para o aumento dos cuidados assistenciais que permitam garantir melhores condições de saúde para os açorianos”.
Releva que, com o esforço de contratação de médicos que este Governo tem levado a cabo, havendo agora mais médicos no Serviço Regional de Saúde do que em 30 de Novembro de 2020, quando tomou posse, há hoje mais de 5.500 açorianos que passaram a ter médico de família e não tinham, o que se acentuará com os procedimentos de contratação em curso”.
Considera que “é factual e representa um reforço dos cuidados de saúde prestados aos açorianos é o aumento de consultas, exames e cirurgias”.  
Segundo os dados governamentais, em 2021, foram feitas, nos Açores, mais 56.000 consultas do que em 2020, mais 65.172 do que em 2019 e mais 72.846 do que em 2018, sem que nestes últimos dois anos houvesse qualquer constrangimento na prestação de cuidados.
No mesmo sentido, em 2021, foram realizados mais 1.112.296 exames do que em 2020, mais 608.917 do que em 2019 e mais 1.143.061 do que em 2018.
Seguindo a mesma tendência de aumento de produção e consequentes cuidados de saúde, o número de cirurgias em 2021 foi superior ao de 2020 em 3.752, ao de 2019 em 1.193 e ao de 2018 em 1.932.    
Por tudo isto, há menos cerca de 2.000 açorianos em lista de espera do que há dois anos.
Estes resultados correspondem a pessoas que “viram os seus problemas atendidos e representam um evidente aumento de cuidados de saúde prestados aos açorianos, apesar de haver, ainda, muito caminho a percorrer para alcançarmos os níveis por que todos ansiamos”, diz o Executivo.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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