Presidente do Governo dos Açores nos 25 anos da GLOBALEDA

‘Azores Cloud’ representa “novo ecossistema digital de serviços da Administração Pública”

 O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, declarou ontem que o projecto ‘Azores Cloud’, apoiada em dois data center na Região, será uma “infraestrutura basilar” para o desenvolvimento regional. A referida cloud, suportada por um ‘data center’ em Ponta Delgada e outro em Angra do Heroísmo, representa o “desenvolvimento de um novo ecossistema digital de serviços da Administração Pública”, defendeu o governante.
José Manuel Bolieiro falava no Nonagon, na Lagoa, na sessão de encerramento da cerimónia que marcou o 25.º aniversário da empresa GLOBALEDA.
“A transformação e a transição dos serviços públicos é uma exigência da Administração Pública e é uma opção do Governo dos Açores para com modernidade, com celeridade e democratização pôr a administração ao serviço das pessoas”, prosseguiu o governante na sua intervenção, dirigindo-se a dezenas de presentes.
A transição digital, vincou ainda, reduz “cada vez mais custos de contextos, tornando a Administração Pública e os serviços mais rápidos e menos burocráticos”.
“Parabéns pelo realizado, felicidades para o que importa realizar”, concluiu o Presidente do Governo, dirigindo-se aos responsáveis e trabalhadores da GLOBALEDA.

“O salto é estarmos na gestão das cidades, das nossas ilhas ou da nossa Região...”, afirmou Jorge Macedo

 Jorge Macedo afirmou na conferência “O ‘Digital’ na governança inteligente”, que assinalou as bodas de prata da GLOBALEDA, que esta é uma empresa “de referência no mercado regional e nacional, nas áreas das Comunicações, Telecomunicações e Sistemas de Informação, resultado do contributo e competência dos seus colaboradores e da visão estratégica de todos os seus administradores”.
 Ligando o passado ao presente, afirmou que a GLOBALEDA “surgiu com a chegada dos telemóveis aos Açores e da parceria comercial e tecnológica com a Telecel, agora Vodafone. Hoje, 80% do mercado da Vodafone nos Açores é gerido pela GLOBALEDA. Hoje, quando um cliente entra numa loja Vodafone, (quase) todas essas lojas são geridas pela GLOBALEDA”, disse
A GLOBALEDA é, actualmente, nas áreas dos Sistemas de Informação e Engenharia de Telecomunicações, disse, “uma empresa de referência, muito solicitada pelas empresas regionais e nacionais, como é o caso do Metro do Porto, e por parceiros tecnológicos nacionais e internacionais”.
Jorge Macedo falou das parcerias da GLOBALEDA com a Tetrapi – Creative Solutions, Dell, Google, SAP, Vodafone, Cisco, Axians, Motorola, Aquasis, Zona de Ideias, ITRON e Universidade de Aveiro. E a Universidade dos Açores “é também uma prioridade”.
O objectivo da empresa, afirmou, “é o de entregar ao cliente a solução adequada, criando e retendo know-how na Região”.
“Somos líderes regionais na engenharia e construção de redes de rádio, como são exemplos as redes de radiocomunicações de emergência da Protecção Civil dos Açores e de muitas autarquias açorianas”, disse.

O salto para smart region

Agora, prosseguiu, “o salto é construirmos infra-estruturas de Telecomunicações e disponibilizarmos Sistemas de Informação, capazes de medir, monitorizar, recolher e gerar informação relevante para a gestão das cidades, das nossas ilhas ou da nossa Região, enquanto territórios inteligentes. As chamadas smart cities ou smart islands ou smart region”.
Garantiu que, nesta área “vamos assistir a uma revolução na ligação do cidadão ao seu território. É “o Digital ao serviço da governança inteligente”, rematou.
Hoje, num mercado global e concorrencial, disse, “a motivação dos que, diariamente, trabalham na GLOBALEDA, permite-nos manter o foco na constante evolução tecnológica e nos mercados onde actuamos”.
“Não é um caminho fácil, mas é o que tem de ser percorrido, com a preocupação permanente de encontrar o equilíbrio entre os investimentos imprescindíveis, numa empresa de raiz tecnológica, e o rigor do controlo dos custos. Este equilíbrio é determinante para garantir uma empresa permanentemente competitiva”, disse.

“O imperativo de inovar…”

Nas palavras de Jorge Macedo, a GLOBALEDA assumiu “o imperativo de inovarmos nos serviços e nos produtos que concebemos e materializamos, com a vantagem inequívoca de juntarmos, na mesma empresa, fortes competências nas áreas dos Sistemas de Informação e das Telecomunicações (…), factores críticos do nosso desenvolvimento”.
“Quando antes tínhamos uma desvantagem geográfica, que nos penalizava o desenvolvimento, agora, sermos tão bons ou melhores do que quaisquer outros, só depende do investimento que realizarmos em infra-estruturas tecnológicas, na formação, na capacitação dos recursos humanos e na atracção de empresas e técnicos para aqui se fixarem”, afirmou.
Em seu entender, “se o investimento na educação, em geral, é prioritário, na área dos Sistemas de Informação, temos que realizar um investimento muito forte para capacitarmos os jovens açorianos e aproveitarmos as oportunidades que o mercado regional reivindica e, enquanto Região, sermos competitivos a nível nacional e internacional”.

“Falta percorrer um  longo caminho”

Deixou claro que “falta ainda percorrer um longo caminho na área da automatização dos processos e naquilo a que se designa por “cuidado ao cidadão”. Já foi feito caminho, mas as tecnologias de informação têm um potencial quase inesgotável”, referiu.
“Temos excelentes exemplos na desburocratização da Administração Pública, como é o caso do portal da Autoridade Tributária, da Segurança Social, do home banking ou da integração e desmaterialização alcançada com o Portal da RIAC, que é uma solução GLOBALEDA. Mas se pensarmos um pouco, encontramos muitos outros bons exemplos e oportunidade infindáveis”, disse.
Como salientou, “cada dia que passa, temos mais aplicações suportadas nos Sistemas de Informação que associam a competitividade das empresas à comodidade do cidadão. É o que se passa com as plataformas que nos trazem a comida à mesa, ou nos trazem a melhor carne, ou o melhor peixe, à porta”.
“Gosto de dar o exemplo da plataforma Airbnb, que liga, de um modo friendly, um açoriano com um AL, a um hóspede do outro lado do mundo, que quer visitar os Açores”.
A democratização do acesso à internet, “se é uma vantagem para o cidadão, tem que ser entendida como uma grande oportunidade para as empresas e para a Administração Pública”, realçou
Considerou, neste enquadramento, que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “tem que ser entendido como um instrumento de transformação profunda da sociedade açoriana, onde a ‘transição energética’ permita uma cada vez menor dependência dos combustíveis fósseis”.
Paralelamente, prosseguiu, a ‘transição digital’ “tem de capacitar a sociedade açoriana com instrumentos de optimização dos processos da administração pública regional, mitigando ineficiências e, simultaneamente, disponibilizando informação útil e de rápido acesso, fundamental nos momentos de tomada de decisão, por parte de governantes, empresários, investidores e cidadãos”.
A ‘transição digital’ “só faz sentido”, na opinião de Jorge Macedo, “se promover a transparência e garantir aos cidadãos plataformas de interacção com a administração pública e empresas, capazes de transformar barreiras burocráticas, em soluções simples e fáceis, que promovam a sua participação. É este o conceito de ‘cuidado ao cidadão’”.
 Como sublinhou, “com um percurso de 25 anos, a GLOBALEDA acrescentou inovação, tecnologia, proximidade e confiança. Consolidamos o sentimento de pertença às instituições públicas, empresas e cidadãos”.
“Acrescentamos tudo isto à nossa cultura de colaboração. Com esta cultura, vamos alcançar objectivos, mesmo que aparentemente inatingíveis, porque reafirmamos, todos os dias, que o Futuro fazemos nós!”, completou.
 O Presidente da GLOBALEDA começou a intervenção recordando o dia 23 de Setembro de 1997, data da constituição formal da empresa.  
 E se hoje a empresa tem 100 colaboradores, há 25 anos, tudo começou com cinco jovens quadros da EDA.
                                          

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Autor: João Paz

Categorias: Regional

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