Pedro Tavares diz que não abandona a Unileite enquanto não se conhecer a decisão judicial sobre eventual recurso

Nas primeiras eleições de 16 de Agosto para os órgãos sociais da Unileite, em que surgiram três candidatos, houve um empate em votos entre o Pedro Tavares e Vitoriano Falcão.  
Cumprindo os prazos previstos nos Estatutos, houve um novo acto eleitoral, a 14 de Outubro, para a Direcção da Unileite. Neste acto eleitoral, a lista liderada por Pedro Tavares teve menos 6 votos do que a lista liderada por António Falcão.
Num procedimento normal, como explica Pedro Tavares, a nova Direcção da Unileite tomava posse no final deste mês ou início de Novembro. Com a decisão do juiz do Tribunal de Ponta Delgada em relação ao processo de anulação das eleições na Bom Pastor no passado dia 31 de Janeiro, as deliberações judiciais foram no sentido de anular as decisões das assembleias-gerais da Bom Pastor desde o acto eleitoral.
“O nosso mandato terminava no final do ano. No início do ano que vem haverá eleições mas, para isso, primeiro vai ter que haver novas eleições na maior associada da Unileite que é a Bom Pastor porque a Bom Pastor, neste momento, não tem Administração nem tem delegados”, palavras de Pedro Tavares ao Correio dos Açores.

E se a nova Direcção, presidida por António Falcão, (é destituída judicialmente) recorrer, mantêm-se em funções?
Sei que eles enviaram um SMS aos produtores a passar uma mensagem muito parecida com a que está na imprensa de hoje em Ponta Delgada de que, provavelmente, eles podem recorrer. E eles recorrendo, vamos reunir com o nosso gabinete jurídico e perceber quais os próximos passos.

Quais os próximos passos a dar a partir de 31 de Janeiro...
Se eles recorrerem, não estou informado do tempo que poderá levar a decisão do Tribunal sobre o recurso. Se demorar vamos ter que nos aconselhar com o nosso gabinete jurídico sobre quais os passos que vão ter que ser dados.
Estamos a praticamente a dois meses do final do nosso mandato. E, após o dia 31 de Dezembro, o gabinete jurídico há-de decidir. Mas primeiro temos que perceber mesmo se vão recorrer. E parece-me que sim. Depois, temos que perceber quanto tempo é que demorará a decisão sobre o recurso e se o juiz dará prioridade a este processo. Enquanto esta decisão não for conhecida, claro que não vamos abandonar a Unileite.

Está a dizer que enquanto não houver uma decisão sobre um eventual recurso da decisão do Tribunal em anular o acto eleitoral que tinha levado à posse dos actuais órgãos sociais da Bom Pastor, não irá abandonar a direcção da Unileite?
Não, não vamos. Vamos lá ver uma coisa: A nossa Administração, desde o início, sempre tomou decisões de acordo com os estatutos da Unileite. E fizemos cumprir, com rigor, os estatutos da Unileite. Tudo aquilo que foi decidido nas assembleias-gerais foi sempre cumprido da nossa parte. E o que lhe posso garantir é que, para o futuro, vamos continuar a agir da mesma forma.
Neste momento, pela decisão do Tribunal, o nosso mandato termina a 31 de Dezembro. Agora, se eles recorrerem e este processo se arrastar no Tribunal e tivermos que decidir alguma coisa, vamos ter que nos aconselhar com o nosso gabinete jurídico e perceber quais os passos a tomar a partir daí.  
                                 

 

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Autor: João Paz

Categorias: Regional

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