7.525 açorianos candidataram-se a apoio para receber géneros alimentares e bens de primeira necessidade

Através do Fundo de Auxílio Europeu às Pessoas Mais Carenciadas, com um preço base de 3,6 milhões de euros, a Região vai distribuir em Novembro deste ano géneros alimentares e/ou bens de primeira necessidade, a 7.525 pessoas de oito das nove ilhas dos Açores. Estão estipuladas sete entregas (uma por cada mês) nos pólos de recepção.
Do total de pessoas apoiadas, 4.850 são da ilha de São Miguel, das quais 2.628 destinam-se a pessoas que têm residência no Sul de São Miguel. 2.232 das candidaturas residem no Norte de São Miguel.
Vão receber também apoios ao abrigo deste Fundo Europeu 1.730 pessoas da Terceira; 175 da Graciosa; 165 de Santa Maria; 100 de São Jorge; 230 do Pico; 200 do Faial e 65 das Flores. O Corvo foi a única ilha onde não surgiu qualquer candidatura no âmbito deste apoio.
Segundo o Governo dos Açores, os cabazes a distribuir aos destinatários finais do Programa, irão colmatar 50% das necessidades nutricionais, durante cerca de 10 meses, prevendo-se que a distribuição dos alimentos se estenda até Janeiro de 2023.

Mais de metade dos candidatos
são da ilha de São Miguel

Até à aprovação das candidaturas, o Sistema de Informação do Fundo de Auxílio Europeu de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas (SIFEAC), não permite, nesta fase do Programa, o registo e validação dos 7.525 destinatários finais. Só após o registo e verificação de elegibilidade será possível caracterizar a população a abranger. Para que as pessoas mais carenciadas dos Açores possam beneficiar do apoio “devem possuir processo registado no Sistema de Informação da Segurança Social (SISS), ter uma capitação igual ou inferior à pensão social e ter capacidade para receber alimentos”, pode ler-se.
Estas informações sobre a “Distribuição de apoios às famílias em situação de grave carência alimentar” foram cedidas pelo Governo dos Açores a requerimento dos deputados Célia Pereira, Ana Luís, Marta Matos, Maria Isabel Teixeira, Tiago Lopes e Rodolfo Franca, do Grupo Parlamentar do Partido Socialista que consideravam que as situações de crise, nomeadamente económicas e de saúde pública, “contribuem para o agravamento significativo das desigualdades e vulnerabilidades dos grupos sociais em maior risco de pobreza e de exclusão social”.
Neste contexto, os deputados consideravam ser “fundamental acudir, de forma célere, a situações de grave carência económica e alimentar, garantindo que a ajuda chega a todos os que necessitam e em particular aos mais carenciados”.
“A privação alimentar e a privação material constituem algumas das formas mais graves de pobreza extrema e de exclusão social sendo, por isso, fundamental assegurar o cumprimento dos mais elementares princípios humanitários como a distribuição de alimentos às pessoas mais carenciadas”, defendem.   

 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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