Clínicas de Fisioterapia de São Miguel querem que o Governo aumente os valores das convenções

As oito clínicas de fisioterapia de São Miguel vão reunir hoje na Clínica de Fisioterapia de Teresa Albergaria, na Lagoa, com o objectivo de definirem uma estratégia para agirem junto do Governo dos Açores com o objectivo de aumentarem o valor das convenções estabelecidas com a Unidade de Saúde de Ilha.
Inicialmente, as convenções das clínicas eram estabelecidas com o Hospital do Divino Espírito Santo mas, na altura em que Teresa Luciano foi Secretária da Saúde, uma das suas medidas foi passar as convenções para o âmbito da Unidade de Saúde de ilha de São Miguel. Quase em simultâneo, segundo as fontes de informações do ‘Correio dos Açores’, o valor das convenções foi reduzido em 30% o que, actualmente, deixa uma margem de lucro muito curta às Clínicas de Fisioterapia.
Responsáveis das Clínicas de Fisioterapia já reuniram como Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro; e com o Presidente da Unidade de Saúde de Ilha, Pedro Santos. Nos dois encontros houve promessas de diálogo e concretização mas, até ao momento, não se tomou uma decisão.
Entretanto, a responsável pela Clínica de Fisioterapia da Lagoa, Teresa Albergaria já pediu uma audiência ao Secretário Regional da Saúde, Clélio Meneses, com o objectivo de abordar esta questão das convenções que ainda não foi marcada.
Esta situação de impasse levou a que as actuais oito clínicas (que vão passar a dez por o médico António Raposo ter vendido duas das suas clínicas) se reúnam hoje na Clínica de Teresa Albergaria, na Lagoa para pressionarem o Governo dos Açores a aumentar os valores das Convenções do Serviço Regional de Saúde que, neste momento, é de 12 euros por sessão de fisioterapia e cerca de 14 euros por sessões de fisioterapia neurológica. Isto quando uma consulta convencionada é paga à clínica de fisioterapia por 31 euros, um preço considerado “muito baixo” só possível por há vários anos não se ter alterado as convenções apesar da crise da pandemia, dos efeitos da guerra na Ucrânica e o aumento em flecha da inflação.
Neste contexto, as clínicas de fisioterapia de São Miguel que tenham encargos financeiros, nomeadamente com a banca,  não conseguem, com as margens de lucro que têm, manter-se no mercado com os valores convencionados com o Governo dos Açores para as sessões de fisioterapia e para as consultas. Uma das formas que as clínicas têm para pressionar o Governo dos Açores pode ser a denúncia do contrato, o que é válido ao fim de 6 meses, isto porque os preços das sessões e consultas “se tornaram incomportáveis”.
Mas poderão estar em cima da mesa outras soluções como seja a de uma nova tentativa de encontrar uma solução em diálogo com a Secretaria Regional da Saúde.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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