Açores superam o país na taxa de nupcialidade e com os noivos mais jovens no ano de 2021

Recentemente, o Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou um conjunto de informações referentes ao ano de 2021 e, em alguns casos, ao ano de 2020, num documento intitulado “As pessoas”. Neste documento, são expostos vários parâmetros que remontam para áreas como população, educação, cultura e desporto, saúde, mercado de trabalho, protecção social e rendimento e condições de vida.
No que diz respeito à população residente em Portugal até ao último dia do ano de 2021, o total a nível nacional era de 10.352,042 milhões de pessoas. Na Região Autónoma dos Açores, indica o estudo publicado pelo INE, residiam nos Açores 236,488 mil habitantes, entre os quais 114,995 mil habitantes pertencem ao sexo masculino e 121,493 habitantes pertencem ao sexo feminino.
Analisando os parâmetros que dão conta da distribuição percentual da população residente na Região de acordo com o grupo etário onde se incluem, até 31 de Dezembro de 2021, 57% da população tinha entre 25 e 64 anos de idade, seguindo-se a faixa etária com 65 anos ou mais, com 17%. Em terceiro lugar, com 14%, surge a faixa da população com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos de idade, e 12% corresponde à parte da população residente no arquipélago com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos.
No que aos nados-vivos fora do casamento diz respeito, nos Açores os dados apontam que, em 2021, estes correspondiam a 54,2% do total de bebés nascidos durante esse ano, percentagem esta inferior às restantes regiões de Portugal, com excepção da região Norte. Em sentido contrário, é no Alentejo que se observa a maior percentagem de nados-vivos fora do casamento, com 71,1%. Quanto à taxa bruta de natalidade, em 2021, a Região Autónoma dos Açores registou uma taxa de 8,6‰, superior à média alcançada por Portugal como um todo, com 7,7‰.
Já no que diz respeito à idade média de idades das mulheres ao nascimento do/a primeiro/a filho/a, na Região Autónoma dos Açores esta era de 29,1 anos, sendo a idade mais baixa quando apreciados os registos das restantes regiões do país. Isto é, no Norte do país, a idade da mulher aquando do nascimento do primeiro filho situava-se, em 2021, nos 30,8 anos de idade, seguindo-se a Região Centro e a Área Metropolitana de Lisboa, onde as mulheres que ali habitavam foram mães pela primeira vez com 30,5 anos de idade.
Avaliado o parâmetro da taxa de fecundidade geral, os Açores superam a média nacional, situada em 35,8‰, ao apresentarem um valor de 36,0‰. Falando em taxa de fecundidade na adolescência, os Açores registam o segundo valor mais elevado, com 10,7‰, seguindo-se ao Alentejo, com 11,7‰.
Quanto à taxa bruta de mortalidade, Portugal no seu todo apresenta 12,0‰ neste parâmetro, média esta que é ultrapassada por algumas regiões do país, nomeadamente o Alentejo, com 16,6‰, a Região Centro, com 14,1‰, e o Algarve, com 12,5‰. Segue-se a Área Metropolitana de Lisboa, com 11,6‰, a Região Autónoma da Madeira, com 11,4‰, a Região Norte, com 10,3‰, estando a Região Autónoma dos Açores em último lugar, com 10,0‰, durante o ano de 2021.
Neste trabalho é ainda apresentado o índice de dependência de idosos em 2021, sendo que o respectivo índice foi, a nível nacional, de 184,9 pessoas idosas por cada 100 jovens, aumentando 17,9% relativamente ao ano anterior. Na Região Autónoma dos Açores esse índice situa-se em 24,5 idosos dependentes por cada 50 jovens, e, no que diz respeito ao índice de envelhecimento, é possível verificar que na Região Autónoma dos Açores existem 116,2 idosos por cada 250 residentes.

Taxa de nupcialidade mais alta
nos Açores em 2021

Observando a taxa bruta de nupcialidade, Portugal alcança uma média de 2,8‰, sendo esta taxa superior nos Açores, onde, em 2021, foi alcançado o valor de 3,5‰, o mais alto a nível nacional, seguido pela Região Autónoma da Madeira, com 3,4‰.
Já no que diz respeito à idade média do homem e da mulher aquando do primeiro casamento, em 2021, foi nos Açores que foram celebrados os casamentos com noivos mais jovens, sendo que a média de idades do homem se situa nos 32,8 anos e a da mulher nos 30,7 anos. No sentido oposto, na Área Metropolitana de Lisboa a média de idades é a mais elevada, uma vez que os homens casaram, em média, aos 36,4 anos e as mulheres aos 34,8 anos.
No que diz respeito à educação, os dados publicados pelo Instituto Nacional de estatística indicam que 63% dos alunos matriculados na educação pré-escolar no decorrer do ano lectivo 2020/2021 estavam no ensino público, estando os restantes 37% matriculados no ensino privado. Já no ensino secundário, os dados indicam que 78% dos alunos estavam matriculados no ensino público, enquanto 22% estava matriculado no ensino privado.
Em termos gerais, os Açores contavam em 2021 com 6.439 mil crianças matriculadas no ensino pré-escolar, com 24.500 mil alunos matriculados no ensino básico e com 9.111 mil alunos matriculados no ensino secundário. No que diz respeito ao ensino superior, a estatística indica que, no ano lectivo de 2021/2022, entre o total de alunos matriculados no ensino superior, na Região Autónoma dos Açores a percentagem de mulheres na universidade rondava os 62,9%.
Falando em saúde, e no parâmetro que indica quantos enfermeiros e médicos existem por cada mil habitantes, a Região Autónoma dos Açores supera a média nacional, situada em 7,8, no que diz respeito aos enfermeiros, tendo, em 2021, um total de 9,9 enfermeiros para cada mil habitantes. Já no caso dos médicos, e uma vez que a média nacional indica que existem 5,7 médicos para cada mil habitantes, o arquipélago situa-se abaixo, registando 3,9 médicos por cada mil habitantes.
Outro aspecto contemplado neste documento diz respeito à taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório, desta vez com dados referentes ao ano de 2020, onde é indicado que, na Região Autónoma dos Açores, esta taxa é de 2,8‰, sendo a mais baixa entre todas as regiões portuguesas.
Ainda em taxas de mortalidade, no que diz respeito à mortalidade causada por tumores malignos, a estatística demonstra que, em 2020, houve 2,7 mortes com esta causa por cada mil habitantes, estando a Região Autónoma dos Açores em terceiro lugar no que diz respeito a este marcador, sendo ultrapassada pelo Algarve, Alentejo, Área Metropolitana de Lisboa e Centro.

Disparidade salarial entre sexos
mais baixa nos Açores em relação
à média nacional

Na Região Autónoma dos Açores, em 2021, existiam 118,9 mil trabalhadores, sendo que 63,3 mil trabalhadores pertencem ao sexo masculino e 55,6 mil ao sexo feminino. Já no que à taxa de desemprego diz respeito, na Região Autónoma dos Açores esta foi de 7,2% em 2021.
Outro aspecto em análise foi o ganho médio mensal entre sexos, com dados de 2020, sendo a média registada na Região Autónoma dos Açores (7,2%) inferior à de Portugal no seu todo (8,6%). De acordo com os dados publicados, a maior disparidade ocorre na região Centro, com 10,3% e a menor disparidade ocorre na região do Algarve, com 5,8%.
Em relação à taxa de risco de pobreza, considerando também dados de 2020, considera-se que, no que diz respeito a Portugal como um todo, esse risco se situa em 18,4%, valor ao qual são inferiores apenas as regiões da Área Metropolitana de Lisboa e do Alentejo, com 12,8% e 17,1%. No que diz respeito às restantes regiões, os Açores estão em segundo lugar no que diz respeito ao risco de pobreza, com 21,9%, seguindo-se à Região Autónoma da Madeira que registou um risco de 24,2%. Em terceiro lugar, com 21,6% de risco de pobreza, encontra-se o Algarve, seguindo-se a região Norte, com 21,1% de risco e a região Centro, com 19,9% de risco.

Joana Medeiros

 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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