Consulta Aberta cria espaço para mais 30 atendimentos diários em São Miguel

Entrou ontem em funcionamento, na Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel a Consulta Aberta, com o objectivo de, entre as 17h00 e as 22h00, de Segunda a Sexta-feira, fazer face às situações de doença aguda e de gravidade moderada que não careçam de uma ida às urgências de um hospital.
De acordo com Clélio Meneses, que falava ontem aos jornalistas, esta consulta, embora necessite de ser marcada previamente junto dos serviços, pode ser conseguida no próprio dia da marcação, e destina-se também aos utentes com doença aguda e de gravidade moderada que não tenham acesso no imediato aos seus médicos de família.
Durante o período indicado, estarão em permanência dois médicos responsáveis por receber e tratar as pessoas de acordo com o quadro clínico apresentado – o que revela “o aumento do acesso aos cuidados de saúde com o aumento do número de profissionais de saúde que temos contratado” – e prevê-se que seja possível atender cerca de 30 utentes por cada dia de funcionamento, o que para o Secretário Regional da Saúde e Desporto se traduz “em menos 30 pessoas que, se não fosse esta resposta, possivelmente teriam que se dirigir a uma das Unidades Básicas de Urgência”, pretendendo-se que este seja um acesso rápido aos cuidados de saúde.
No primeiro dia de consultas, adiantou o Secretário Regional, “todas as consultas foram ocupadas” o que se poderá traduzir, no futuro, no alargamento destas consultas também aos fins-de-semana e a outras localidades da ilha de São Miguel, embora seja ainda prematuro fazer projecções, dada a fase inicial em que se encontra esta medida.
De qualquer modo, relembra Clélio Meneses, qualquer cidadão poderá continuar a dirigir-se até à meia-noite a qualquer Unidade Básica de Urgência, nos centros de Saúde, sendo que, no caso da Povoação, a sua Unidade Básica de Urgência funciona 24 horas por dia.
Questionado se esta é uma medida que virá a contornar os atrasos que se têm verificado no atendimento no Serviço de Urgência do Hospital do Divino Espírito Santo, o Secretário Regional afirma que esta, “por si só, não é uma medida que evite situações de atrasos” mas que “em regra, são cumpridas as horas e os tempos de espera”.
“Há picos de procura e é nesses picos de procura que surge o problema e, obviamente, cada pessoa que fica várias horas para além daquilo que era expectável ou que a sua saúde até permite é um problema grande. No entanto, o sistema não pode estar preparado para os picos. Não podemos ter disponibilidade de recursos humanos todos os dias, a todas as horas, exactamente igual ao que é necessário quando há um pico de procura”, referiu aos jornalistas.
Em causa, com esta medida referente à Consulta Aberta, Clélio Meneses adianta que o que foi concretizado foi “uma proximidade e o acesso mais rápido e eficaz aos serviços”, uma vez que ao longo dos últimos anos deixaram de existir “serviços de atendimento permanente nos vários centros de saúde com possibilidade de realizar análises clínicas ou raio-x”, sendo esta uma fase para “retomar progressivamente a oferta às pessoas”, contrariando a concentração de serviços no hospital.
No que diz respeito a outras respostas que estão a ser estudadas pela Secretaria Regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses adianta que a hospitalização domiciliária, os cuidados paliativos e os cuidados continuados são uma aposta.
 

Joana Medeiros

 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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