Músico açoriano pretende entrar para o livro dos recordes Guiness através da sua tournée mundial intitulada “Pentalogia à Volta do Mundo”

Correio dos Açores – Em que recaiu a escolha/inspiração no romance clássico “A Volta ao Mundo em 80 dias”, de Julius Verne, para os seus concertos?
Ruben Bettencourt (músico profissional) - Sempre tive a ambição de fazer uma tournée mundial. Foi em oito anos de preparação prévia que surgiu a inspiração sobre o romance clássico “À volta do Mundo em 80 dias” de Jules Verne, que por sequência da relação das pessoas, dos números, da lógica e factos históricos, numa primeira instância, se interliga a ideologia central da minha pessoa. Com a obra e figuração institucional do país onde decorre a mesma, e pelas suas peculiaridades, propus-me fazer uma tournée de ‘50 concertos, com 50 orquestras, em 50 países numa Volta ao Mundo em 80 dias’, a contar para os recordes do Guiness, com um último concerto para a família real britânica.
Com a situação da pandemia, todo o projecto inicial se alonga numa dinâmica superior ajustável com ligação à geografia, família, divino, e na ligação aos “pais” das minhas origens, que por consequência se converte ao título “Pentalogia à Volta do Mundo”, onde se engloba também uma relação ao Papa e Presidente dos Estados Unidos da América. Hoje, o projecto executa-se num plano de 10 anos [2021-2030] e inclui 19 sub-projectos contextualmente interligados.

Falando no seu concerto agendado para este Sábado, na Igreja do Colégio, em que projecto se integra?
O concerto integra-se num dos sub-projectos - “Pentalogia nos Açores”, que se determina a execução de 9 concertos, em 9 ilhas, em 9 meses”. Este é o terceiro concerto desta na ligação consecutiva ideológica pela relação contextual ao Papa e da família.

O que será apresentado ao público que assistir ao seu concerto?
Como todo o projecto assenta na ligação ideológica da família, divino e das origens, o programa começará com obra que dá título ao primeiro disco, “Lift Up Your Eyes”, passando por obras dedicadas por inspiração à minha pessoa e terminará com apontamento musical na ligação ao divino e na relação dos números de origem ao projecto principal.
 
Uma vez que estão previstos vários concertos, e que outros já decorreram, como tem sido a adesão do público à “Pentalogia à Volta do Mundo”?
O projecto “Pentalogia à Volta do Mundo” é um projecto mundial, mais complexo e exaustivo, quer na concepção, execução ou interligação de dados e pessoas de importância, em que se apresenta em toda a história dos Açores. Tenho sentido o interesse, a atenção, e o apreço à coragem de por em prática de um projecto desta dimensão. Por fim e não menos importante, tenho a certeza que este é também uma excelente porta na visibilidade extensa dos Açores para o todo o Mundo.

Que outros projectos musicais tem para o ano de 2023?
Além de todos os projectos inerentes previstos no projecto principal, está previsto o lançamento de vários trabalhos discográficos com estreias também absolutas, a directoria artística de alguns festivais e a emissão de um documentário a nome próprio.
 
 Que actividades desempenha actualmente voltadas para a música?
Tenho várias paralelas da actividade principal enquanto músico, professor e jurado em festivais do circuito. Além da actividade centrada na música, e por inerência da ramificação do contexto, trabalho em vertentes ligadas ao empreendorismo, tais como uma linha de joalharia a nome pessoal, Mollitiam; consultoria de estratégia cultural para mercados internacionais e sou fundador da AMARS – Azores Music Academy & Recording Studio, o qual verá, espero, a sua apresentação a breve trecho.

Como começa o seu amor pela música?
Numa primeira instância seguiu-se pela família, pelo tradicionalismo das raízes na ilha Terceira. Tive a oportunidade de conhecer de perto o professor Victor Castro, com quem trilhei mais de uma década no conhecimento do instrumento. Mais tarde ingressei na Universidade de Aveiro na especialidade da Guitarra, o qual, por assistência em festivais de prestígio no país e estrangeiro, levou-me a conhecer o exímio professor Carlo Marchione. Por essa aproximação peculiar, e sinergias inexplicáveis, surge o ingresso num dos conservatórios de prestígio a nível internacional, o Conservatorium Maastricht, no qual tenho certeza que foi uma das instâncias de importância a poder trilhar o caminho da Música nos lugares de apreço da especialidade.

Antes de ingressar na Universidade de Aveiro estudou música em algum conservatório?
Numa primeira instância a título particular, depois no antigo Conservatório de Angra do Heroísmo.

Como se dá a decisão de sair dos Açores para estudar música? Isto é, foi algo que sempre planeara por considerar ser a única forma de ter sucesso na área?
Na época, seria a única forma de poder dar seguimento à vontade de trilhar os meus estudos avançados na Música.

Terminou com nota máxima quer a sua licenciatura em música, em Aveiro, quer o seu mestrado, no Conservatorium Maastricht. Que sacrifícios foram necessários para atingir este nível de sucesso enquanto estudante?
Um dos grandes elementos, foi sem dúvida, o afastamento da família, o despojo dos gastos supérfluos e do relacionamento social. Hoje sou produto de uma vivência inteiramente dedicada às actividades profissionais onde acredito que os resultados sejam o produto de muitos elementos previamente planeados e considerados, já que o risco das poucas soluções seriam as únicas probabilidades de ver a luz do sucesso.   

Sente que vários países sentem, vivem e valorizam a música nas suas várias vertentes de forma diferente?
À data de hoje já pisei palcos em mais 20 países. Creio que na cultura central na Europa, a música erudita, está como para o folclorismo nos Açores. Ainda que sinta o meu trabalho aqui seja reconhecido, acredito que existe espaço para melhorias, onde se pode fazer mais para o aumento do interesse a ouvir concertos desta natureza.

Joana Medeiros

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Autor: CA

Categorias: Regional

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