Noite de São João em Vila Franca ultrapassou todas as expectativas com milhares de micaelenses a ver as Marchas passarem

Nas noites de São João de Vila Franca do Campo, os números foram sempre a somar, desde o dia 15 ao dia 24. Todos os caminhos de milhares de micaelenses foram dar à primeira cidade de São Miguel. Na primeira noite da Juventude (dia 15) foram 10 mil; na segunda noite (dia 16) atingiu-se as 12 mil pessoas; na terceira noite da Juventude (sexta-feira, dia 22), bateu-se novo recorde. Mas foi na noite de São João de 23 para 24, que Vila Franca do Campo (sobretudo Rua Teófilo Braga, conhecida por Rua Direita) ficou inundada de pessoas, não só micaelenses, mas também muitos açorianos e turistas. Ricardo Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca, estava radiante e dizia às televisões e às rádios que estavam ultrapassadas todas expectativas. Mas, não era só em número de pessoas a ver as 14 marchas passar. Cada uma das marchas voltou a superar-se, com trajes mais radiosos, com coreografias mais deslumbrantes, com uma presença, no total, cada vez mais difícil de superar. E já não é só o Presidente Ricardo Rodrigues a afirmar que o São João da Vila “é a maior festa popular” da Região. Na rede social, o advogado Carlos Melo Bento dava “uma visão nocturna das grandiosas Marchas de S. João da Vila. Sem rival, este ano de 2018!”, escreveu. O ‘Correio dos Açores’ viveu as Marchas por dentro. Desde os primeiros ensaios, as dificuldades iniciais nas coreografias e em decorar as letras sempre ao fim do dia de trabalho. Isto enquanto as costureiras começavam a tomar contacto com os exigentes pedidos dos responsáveis sobre como deveriam ser os trajes. E muitos dos marchantes envolviam-se de ‘alma e coração’ - sem pedir nada em troca - à construção dos pendões. São centenas, para não dizer milhares de pessoas que fazem este trabalho que não é visível para que as Marchas de São João da Vila sejam, de ano para ano, cada vez melhores, e tenham a cor e a força que foi notória, este ano, na passadeira vermelha... O visitante mais observador vê a alegria que cada marchante põe na forma como desfila, repara nos seus olhos a brilhar, na atenção que coloca em cada passo para que a coreografia saia perfeita. E todas as marchas, cada qual à sua maneira, tinham algo de especial que as foram diferenciando umas das outras. Não é preciso fazer as contas para perceber que foram mais de mil marchantes todos entregues a si próprios em Marchas que se foram movimentando em desfile e foram transmitindo uma forma de estar alegre, um bem-estar contagiante que, facilmente, se transmitiu ao público que, ora aplaudindo, ora participando mesmo, contrubuiu, sem dúvida, para o êxito deste ano do São João da Vila. Era já 01h35 quando a última Marcha, a da Casa do Povo de Vila Franca do Campo, iniciou o desfile. E, naquela madrugada do dia 24, ninguém arredou pé da rua Teófilo de Braga. Às primeiras horas da madrugada da noite de São João, continuava a ser difícil à Marcha da Casa do Povo fazer a sua coreografia, tantas eram as pessoas de um lado e outro do passeio. E a alegria efusiva da Marcha da Casa do Povo, com uma coreografia simples, (quando o simples tem encanto e é, por isso, mais difícil), levou populares a quererem marcar o passo. E isto enquanto os responsáveis pela Marcha puxavam para si marchantes de outras Marchas para também participarem da alegria como se ia vivendo o desfile. Havia mesmo naquela forma de estar um “todos por um e um por todos”. E foi assim até que se chegou ao fim e fica tanto por escrever...
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Autor: João Paz

Categorias: Regional

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