Antiga ilha vulcânica está a 450 metros de profundidade ao largo das Flores

Os levantamentos hidrográficos efectuados pelo navio NRP Almirante Gago Coutinho, da Marinha portuguesa, em missão nos Açores, têm permitido obter informação com grande detalhe dos fundos marinhos, como se mostra nestas imagens do modelo batimétrico do Banco do Cachalote a cerca de 50 quilómetros a Oeste da ilha das Flores. O monte submarino Cachalote trata-se de um guyot, ou seja, uma antiga ilha de origem vulcânica, que foi arrasada pela erosão das ondas como comprova a superfície aplanada do seu topo. Hoje em dia o seu topo encontra-se a cerca de 450 metros de profundidade. Datações de rochas basálticas deste monte submarino estimam que esta antiga ilha existisse há cerca de 4,8 milhões de anos e que tenha deixado de estar acima do nível do mar até há cerca de 1,8 milhões anos. Ou seja, muito provavelmente quando a ilha das Flores emergiu há cerca de 2.2 milhões de anos já o Cachalote tinha deixado de ser uma ilha para se tornar um guyot. De referir que esta missão conta também com a colaboração da Fundação Oceano Azul, da EMEPC, do Governo Regional dos Açores e da National Geographic no âmbito do projecto “Blue Azores”. Durante o mês de Maio o NRP Almirante Gago Coutinho navegou cerca de 600 horas, percorrendo 4.400 milhas, adquirindo dados hidrográficos fundamentais para actualização das cartas náuticas e, permitindo suporte fundamentado aos mais diversos estudos científicos associados ao programa.
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