Igreja vive hoje a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo em todas as paróquias das ilhas

A Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, que a igreja católica celebra esta Quinta-feira, dia 31 de Maio, “realça o fundamental da fé cristã que se traduz no reconhecimento da presença real de Jesus Cristo no Sacramento da Eucaristia” afirma o bispo de Angra, uma das dioceses onde esta festa tem uma expressão maior. O padre Nemésio Medeiros da Igreja de Sebastião, Matriz de Ponta Delgada, em declarações ao nosso jornal na véspera do feriado nacional que hoje se assinala, refere que “esta solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, reposta agora como antigamente no dia de Quinta-feira solene, é um dia santo de guarda, é uma benesse que temos enquanto cristãos, que devemos aproveitar para dignificar aquilo que ela representa, que é adorar aquele mistério de amor que é Jesus na nossa vida”. Para o sacerdote, esta solenidade “não é mais do que trazer nas ruas da nossa cidade, nas nossas eucaristias, trazer mais presente este amor de Jesus em fazer-se pão, como alimento, em fazer-se vinho, em fazer-se sangue e em fazer-se nosso alimento. Esse dia para nós, cristãos, deve ser um dia de fortalecimento da nossa fé, na eucaristia. Sermos mais amantes de Jesus, que se doou até ao fim, continuou sempre ao nosso lado, continuou sempre como nosso companheiro e como nosso alimento”. A Ouvidoria, a cidade de Ponta Delgada, une-se numa eucaristia. Durante o dia haverá várias em cada paróquia e ao final da tarde há uma eucaristia única na cidade de Ponta Delgada, às 18 horas, na Igreja Matriz. A presidir estará o vigário episcopal, o cónego Adriano Borges, e com um pequeno giro para dar testemunho da nossa fé e da nossa adoração a Jesus, no centro histórico da cidade. Sai da Igreja Matriz, rua Açoriano Oriental, sobe a rua Conselheiro Medeiros, a rua Machado dos Santos e desce na rua António José de Almeida, terminando com a bênção do Santíssimo. O tempo da eucaristia ao tempo do terminus da procissão são duas horas de adoração e louvor. Todas as paróquias convergem para este fim”, remata o padre Nemésio Medeiros. Na Povoação, este é um dos dias mais importantes com as ruas a encherem-se de fiéis para uma das festas principais do concelho, com as varandas engalanadas e os inúmeros tapetes de flores que cobrem as ruas deste concelho micaelense que recebe neste dia as várias comunidades paroquiais que se incorporam na procissão, com a participação de todas as filarmónicas. As Capelas também assinalam a solenidade com missa e procissão, às 18h30. A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo começou a ser celebrada há mais de sete séculos, em 1246, na cidade de Liège, na actual Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo Papa Urbano IV através da bula ‘Transiturus’, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios. Na origem, a solenidade constituía uma resposta a heresias que colocavam em causa a presença real de Cristo na Eucaristia, tendo-se afirmado também como o coroamento de um movimento de devoção ao Santíssimo Sacramento; terá chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus. A “comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa” (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Esta solenidade “enraiza-se no Mistério Pascal de Cristo” e pretende oferecer a “valorização” da Ceia Pascal, continuada na Eucaristia, que por vontade de Jesus Cristo O tornaria presente junto dos seus discípulos.
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Autor: N.C./IA

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