Governo compra campos de golfe por 7,4 milhões de euros e garante salvaguarda de postos de trabalho

O Governo Regional através da empresa pública Ilhas de Valor, S.A., apresentou uma proposta de 7,4 milhões de euros para adquirir os dois campos de golfe de São Miguel, das Furnas e da Batalha, geridos até agora pela Verdegolf, que entrou em fase de insolvência. O Vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, disse ontem em São Jorge, onde o Executivo se encontra em visita estatutária, que esta proposta já foi aceite pela assembleia de credores e que provavelmente será agora aprovada no âmbito do processo judicial de insolvência. Sérgio Ávila justifica a intervenção do Governo Regional, 12 anos depois dos campos de golfe terem sido privatizados, com três aspectos: “a manutenção do funcionamento dos campos. Com essa manutenção garantir a qualificação da oferta turística e a salvaguarda dos postos de trabalho. E é uma operação que do ponto de vista patrimonial é vantajosa”. Aos jornalistas em São Jorge, o Vice-presidente do Governo Regional explicou que os campos de golfe “são um elemento essencial para a dinamização da actividade turística e para a qualificação da oferta turística” e que perante “a oportunidade verificada” se torna uma proposta “que consideramos extremamente vantajosa para a Região”. Isto porque a avaliação dos dois campos de golfe de São Miguel é de 19 milhões de euros e, sendo a proposta do Governo de 7,4 milhões de euros, “representará uma mais-valia na ordem dos 12 milhões de euros”. Sérgio Ávila recordou que com esta aquisição também a empresa Ilhas de Valor, S.A. “vai receber uma parte do valor da aquisição” e perante “o valor extremamente baixo, tendo em conta o valor patrimonial, é uma mais-valia deste ponto de vista”. Até porque há 12 anos, quando os campos de golfe das Furnas e da Batalha foram privatizados, “a Região vendeu a empresa e agora estamos a adquirir os campos de golfe, sem ónus, sem quaisquer custos, sem qualquer responsabilidade”. Mas Sérgio Ávila reforçou a salvaguarda dos 45 postos de trabalho. O futuro Agora que os campos de golfe voltam para as mãos do Governo Regional, o objectivo não é “ficar com a propriedade e gestão” dos mesmos. Por isso Sérgio Ávila diz que o futuro dos dois campos de golfe de São Miguel passa por alienar o capital “por um valor significativo e que constitua uma mais-valia para a Região e que haja a garantia do seu funcionamento” ou, em alternativa, “fazer a concessão da sua gestão”. Mas porque era essencial nesta fase salvaguardar os postos de trabalho e a existência “de um elemento essencial para a qualificação da oferta turística” a um valor “extremamente baixo”, o Governo viu-se obrigado a intervir para depois “criar condições para que retome para a iniciativa privada desenvolver essas operações e propriedade”. O golfe da Batalha é constituído por campo de 27 buracos dispersos por 120 hectares, com alguns edifícios de apoio, cujas instalações foram abertas ao público em 1993. Já o campo de golfe das Furnas é composto por 18 buracos, com edifícios de apoio. Abriu portas em 1936, aquando da criação dos primeiros 9 buracos desenhados por MacKenzie Ross e posteriormente ampliado com os outros 9 buracos, em 1992. Há 12 anos os dois campos de golfe de São Miguel foram adquiridos pela empresa do madeirense Sílvio Santos por 9 milhões de euros, no entanto a gestão não correu bem e em 2011 os campos de golfe de São Miguel sofreram uma reestruturação passando para as mãos da Verdegolf. Desde essa data que é o Governo Regional que tem estado a assumir a exploração do golfe em São Miguel e agora, que a Verdegolf está em processo de insolvência, o Executivo regional volta a ficar com os campos de golfe. Para já fica a garantia da manutenção dos postos de trabalho e a intenção de voltar a devolver a gestão e propriedade dos campos de golfe aos privados, caso haja um negócio vantajoso para a Região.
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Autor: Carla Dias

Categorias: Regional

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