Novo hotel vai surgir das ruínas do Monte Palace e abre portas em 2021 com 120 quartos de cinco estrelas

O projecto referente à nova unidade hoteleira de cinco estrelas que irá renascer das ruínas do antigo Hotel Monte Palace, nas Sete Cidades, foi entregue ontem ao município de Ponta Delgada com a esperança de que “seja aprovado o mais brevemente possível”, adiantou à comunicação social o Director Geral da Level Constellation, empresa que adquiriu o edifício no mês de Novembro do passado ano. Segundo Pedro Vicente, a empresa em questão, que tem vindo a apostar no mercado imobiliário nacional, tem “todo o interesse em abrir o hotel o mais rapidamente possível” que, apesar de aguardar todo o licenciamento necessário por parte do município, espera que seja ainda possível abrir portas no ano de 2021, a funcionar com cerca de 120 quartos, adianta. Este investimento vai implicar cerca de 20 milhões de euros, obtidos em parte por intermédio dos fundos europeus disponíveis: “A seguir ao licenciamento por parte do município, vamos candidatar o projecto a fundos europeus porque é a única forma de, no território, viabilizarmos um projecto desta envergadura”, adiantando que, feitas as contas, estão envolvidos 14 mil metros quadrados de construção”. A esperança é, também, a de “resolver aquele projecto e criar riqueza no local”, considerando este um assunto de “desígnio nacional”, não fazendo parte das preocupações da empresa quer a antiga história do hotel no qual investe agora, quer as condições climatéricas que se fazem sentir naquele local: “Nós achamos que os Açores e as sete cidades não são um destino de sol e praia, são um destino de natureza e portanto nós assumimos o nevoeiro. Nunca o vamos esconder”. Neste sentido, apesar de ainda não se saber “se o município tem sugestões, objecções ou questões” a serem tratadas em conjunto com as duas entidades, esclarece que o projecto para a nova unidade hoteleira de cinco estrelas localizada nas Sete Cidades pretende “preservar o mais possível” a estrutura que existe actualmente, como forma de respeitar a arquitectura e a história do edifício, adaptando-o “aos dias de hoje e às necessidades da marca que o vai explorar”, afirmou Pedro Vicente. No que a esse tópico diz respeito, o Director Geral da Level Constellation adianta ainda que está prestes a fechar contrato com a entidade gestora que, afirma, “será uma unidade de primeira linha” a ser revelada brevemente e que tendo em conta a “satisfação com o resultado da prospecção que fizemos ao mercado e com a reacção que as marcas tiveram ao território, o entusiasmo que as marcas tiveram à volta do hotel”, foi “difícil” chegar a uma decisão final. Apesar de ser um aspecto que será da responsabilidade da marca gestora, Pedro Vicente perspectiva que serão cerca de 120 os colaboradores do novo hotel que irá também apresentar um novo nome, que será composto pelo nome da marca e depois por uma designação. No que diz respeito à cobertura do hotel, que muitos visitantes tem recebido durante os últimos anos em que o hotel se encontra completamente abandonado, o Director Geral da empresa afirma que “O comum cidadão vai continuar a ter acesso à cobertura do hotel se quiser frequentar uma cafetaria e bar que vai passar a existir na cobertura (…), pois achamos que a utilização que tem vindo a ser feita nos últimos anos criou uma espécie de hábito que está documentada a nível internacional, com fotografias por todo o mundo daquela cobertura e daquela vista. Por isso quisemos garantir que o acesso a esse espaço fosse franqueado a qualquer pessoa, mas naturalmente que haverá áreas reservadas a hóspedes”. Em tom de perspectiva, Pedro Vicente afirma ainda que um dos principais objectivos da empresa que representa passa por garantir que haja uma ligação muito próxima entre o local e o hotel”, uma vez que também é uma preocupação da empresa a “articulação entre aquela unidade com o meio onde se insere, não só com a natureza mas também as comunidades locais”. Já para José Manuel Bolieiro, este caracteriza-se por ser um investimento económico que irá beneficiar a Região de uma forma geral, sobre o qual a autarquia “tudo fará” para encurtar os prazos de espera, referindo que, para além das vantagens associadas ao investimento, é importante também que prevaleça a pedagogia de “recuperação e regeneração existências que estavam ao abandono”. Tendo com conta as intenções de incluir um centro de ciência e natureza nas novas instalações previstas naquele que será o antigo Monte Palace, o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada adianta que esta é “uma ideia marcante” que vem consolidar a “estratégia que serve para o destino turístico Açores na sua relação com a natureza e com a investigação científica”.
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