Boas práticas de gestão florestal têm permitido diminuir espécies invasoras nos Açores

A Directora Regional dos Recursos Florestais afirmou, através do GaCS, que os Açores têm implementado técnicas específicas e “boas práticas de gestão florestal” com vista ao controle de espécies invasoras no arquipélago, tendo alcançado resultados “muito positivos”. “As boas práticas florestais, nomeadamente a gestão cuidada dos sobrantes dos cortes das matas, o controlo das invasoras antes da plantação, a realização de manutenções mais profundas, como o arranque de plantas, são determinantes no sucesso das acções para diminuição das invasoras”, frisou Anabela Isidoro, que falava nas Canárias, à margem das Jornadas de Espécies Exóticas Invasoras. Numa sessão aberta ao público, foram apresentados os resultados alcançados nos Açores ao nível da investigação desenvolvida e das práticas de gestão implementadas na floresta, nomeadamente no controle da ‘Gunnera tinctoria’ (gigante), do ‘Pittosporum undulatum’ (incenso) e do ‘Hedychium gardnerianum’ (conteira) Estas jornadas de trabalho que, no âmbito da Declaração de La Palma, assinada em 2006 pelos Governos dos Açores, da Madeira e das Canárias, juntam técnicos para discutir e encontrar soluções para problemas comuns à região da Macaronésia, são dedicadas à problemática comum das espécies com carácter invasor. Anabela Isidoro adiantou que ficou definido que as próximas Jornadas Florestais da Macaronésia se vão realizar em Março de 2019, na ilha de Santiago, em Cabo Verde, o arquipélago mais austral da Macaronésia. Cabo Verde, que participa desde 2006 nestes trabalhos como região convidada, vai organizar pela primeira vez as Jornadas Florestais.
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