Órgão histórico do Museu Vivo do Franciscanismo volta a tocar após quase um século de inactividade

O órgão histórico do Museu Vivo do Franciscanismo voltou a tocar por ocasião do Dia Internacional dos Museus, culminando assim um processo de recuperação e conservação levado a cabo pela Câmara da Ribeira Grande com o propósito de “preservar parte importante da histórica cultural e religiosa do concelho”, referiu Alexandre Gaudêncio. O presidente da autarquia presidiu à cerimónia de inauguração das obras de restauro do órgão de tubos que não era utilizado há sensivelmente um século. “A conclusão dos trabalhos de recuperação deste órgão histórico vinca a nossa preocupação de preservar este instrumento e é com enorme satisfação que podemos ouvi-lo tocar novamente, praticamente após um século de inatividade”, realçou. Após o restauro, acrescentou Alexandre Gaudêncio, “é nosso desejo dinamizar o ensino do órgão e aproveitar as condições existentes para a realização regular de eventos musicais, aproveitando ao máximo o ambiente e a excelente acústica do Museu Vivo do Franciscanismo.” Alexandre Gaudêncio destacou, a propósito que “o restauro dos instrumentos históricos açorianos permite recuperar uma tradição única no panorama nacional, revelando simultaneamente sensibilidade patrimonial e uma preocupação artística, legados imprescindíveis para as gerações vindouras.” A conclusão dos trabalhos de recuperação e conservação do órgão histórico do Museu Vivo do Franciscanismo foi assinalada com um concerto de música erudita barroca interpretado pela soprano Andreia Colaço, acompanhada por Carla Cordeiro (violoncelista) e Svetlana Pascoal (pianista/organista). Do concerto “Pérolas do Barroco” constaram obras de grandes nomes da música como Vivaldi, Haendel, Bach e Pergolesi, integrando na sua concepção árias e excertos de peças sacras de alguns dos mais significativos compositores da época, as quais não são frequentemente executadas nos Açores ou são, na sua maioria, desconhecidas do público. O órgão do convento de Nossa Senhora da Guadalupe foi construído em 1863 e é quarto maior instrumento construído por João Nicolau Ferreira (1820-1878), de entre os nove por ele construídos. Natural de Ponta Delgada, João Nicolau Ferreira era carpinteiro de profissão e foi instruído na arte da organaria pelo padre Joaquim Silvestre Serrão
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