Conselho de Ilha pretende envolvimento em projectos que beneficiem todos os micaelenses

“Este é um órgão consultivo, a que assiste o direito por princípio próprio de pôr em ligação e cooperação todas as forças activas no sentido de resultar em projectos ou protocolos que visem sobretudo a ilha de São Miguel e o benefício de todos os micaelenses”, afirmou José Manuel Dias Pereira aos jornalistas no final de uma audiência com o Governo Regional, realizada no final da manhã de ontem, referindo-se ao Conselho de Ilha de São Miguel. Neste sentido, o presidente do Conselho de Ilha nomeado no passado mês de Fevereiro, afirma que desde essa altura a nova estrutura procura “implementar tudo aquilo que é o espírito do Conselho de Ilha”, salientando que o contacto com “as entidades mais representativas em termos de intervenção no dia-a-dia do açoriano”, nomeadamente com o Governo Regional, câmaras municipais, a Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel e forças de segurança dos Açores foram “o primeiro passo que tivemos que dar”. Assim, este tipo de primeiros contactos permitem, de acordo com o médico e presidente do Conselho de Ilha, para além de “tirar uma série de ideias” para projectos que “permitem começar a ter uma noção do peso que tem o Conselho de Ilha de São Miguel”, põem-no a “trabalhar mais frequentemente e não em linhas paralelas com o Governo, com as câmaras e com as restantes estruturas que, de alguma forma, envolvem transversalmente mais de 95% de tudo o que é decisório na ilha de São Miguel”. No entanto, para José Manuel Dias Pereira, apesar de já se ter realizado a primeira das três reuniões anuais propostas, “é evidente que existem alterações estruturais” que necessitam de ser feitas, “nomeadamente ao nível do regimento”, afirmando ainda que “se queremos um Conselho de Ilha funcional e ao serviço dos micaelenses, há coisas que temos que fazer e há outras coisas que temos que deixar de fazer”. “O que está no regimento aponta para uma certa contracção daquilo que poderá ser a funcionalidade do Conselho de Ilha”, refere o médico e presidente desta entidade, referindo que “se queremos, como o próprio Presidente do Governo Regional aconselhou, que o Conselho de Ilha tenha um papel na criação de pontes entre diversos parceiros sociais da ilha de São Miguel, não há dúvida nenhuma de que a lei tem que mudar um pouco”, afirmando ainda que o interesse deste conselho está focado “no presente e naquilo que se irá fazer daqui para a frente”. No que à apreciação de Vasco Cordeiro diz respeito, o presidente do Conselho de Ilha afirmou que, no decurso da reunião, este “não só se manifestou de inteiro acordo com o que estamos a fazer, como nos incentivou a levar em frente todas as iniciativas, no sentido de tornar o Conselho de Ilha de São Miguel numa estrutura dialogante entre os diversos parceiros de tal maneira que a ilha seja a beneficiária destas mesmas medidas e não ter um papel absolutamente residual de discussão política da qual nunca sairão beneficiários aos cidadãos de São Miguel”. Apesar de não ser possível fazer uma calendarização exacta dos projectos que serão enfrentados pelo Conselho de Ilha, José Manuel Dias Pereira afirma que esta entidade “tem uma tarefa pela frente que considero gigantesca e com todas as condições para chegar a bom termo”, referindo-se à estratégia delineada pelo Governo Regional contra a pobreza e a favor da inserção social, “que o governo pôs em discussão pública há pouco tempo e que está a ser ultimada para dar origem a um plano bianual de funções e de agendas que levarão a que, de uma forma lenta e gradual, haja uma melhoria progressiva do nível de vida das populações açorianas, com enfoque particular nas pessoas que têm dificuldades em ter um estilo de vida adequado ao século em que vivemos”.
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